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gripe, melancolia e A Vida
Quando estou doente fico sempre melancólica. Ou fico doente porque a melancolia já estava a caminho, não sei... sei que estou assim. Fico jogada num canto, tomo chimarrão, faço um cachecol de tricô, abraço a solidão. Mas hoje tenho A vida! A Vida na Praça Roosevelt que reestréia nos Satyros, em casa outra vez depois da Alemanha com sucesso, depois do interior de São Paulo. E isso me salva, abraço a vida! quero todos lá comigo:

"A Vida na Praça Roosevelt"
No dia 30 de junho, sexta-feira, às 21h, o Espaço dos Satyros Um recebe a peça "A Vida na Praça Roosevelt", depois de uma bem sucedida turnê pela Alemanha.
"A Vida na Praça Roosevelt", de Dea Loher, com direção de Rodolfo García Vázquez (prêmio Shell de melhor diretor em 2006), estará em cartaz às sextas e sábados às 21h e domingos às 20:30.
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A peça, escrita especialmente para o grupo Thalia Theatre de Hamburgo, cuja montagem foi apresentada no Brasil em setembro de 2004, na Bienal de São Paulo, traz um delicado recorte de histórias de personagens reais da Praça Roosevelt, que no novo espetáculo são expostas em uma estética de conto de fadas do avesso. Ou seja, dentro de uma alegoria a montagem fala de coisas reais que por meio da distância e do estranhamento abre a possibilidade fresca de reconhecimento do cotidiano.
Para escrever, Dea passou três meses em São Paulo no papel de observadora da vida e dos hábitos da maior cidade brasileira, primeiro no bairro de Pinheiros e depois no Centro. Segundo a autora, na peça ela transpõe o que há de mais universal na Praça Roosevelt e esse olhar estrangeiro pode ser conferido no espetáculo.
Recentemente esta versão de "A Vida na Praça Roosevelt, produzida pelo Satyros, esteve se apresentando na Alemanha (Munique, Hamburgo e Mulheim) e recebeu críticas elogiosas de importantes jornais alemães.
Ficha Técnica: Texto: Dea Loher Direção: Rodolfo García Vázquez Elenco: Alberto Guzik, Angela Barros, Ivam Cabral, Soraya Aguillera, Fabiano Machado, Nora Toledo, Laerte Késsimos, Soraya Saíde, Cléo De Páris, Tatiana Pacor, Daniel Tavares, João Baldasseriune e Phedra D. Córdoba Iluminação: Carlos Ebert Figurinos: Fabiano Machado Cenário: Rodolfo García Vázquez Trilha Sonora: Ivam Cabral
Serviço: Onde: Espaço dos Satyros 1, Praça Roosevelt, 214. Dias: Sextas e sábados às 21h; domingos às 20h30 Duração: 120 minutos. Ingressos: R$ 25,00 Lotação: 70 lugares. Estacionamento: R$ 5,00
Escrito por Cléo De Páris às 16h35
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ah, o futebol...

vou ter que falar de futebol! eu não gosto, não torço, mas me envolvo, como não? quando era criança torcia pro Grêmio, chorava, tinha camiseta, comemorava. E quando vinha pra São Paulo, usava uma camiseta do Corinthians que minha tia fanática me deu. Adorava. Mas não era por mim, acho que era pelo meu pai, minha tia... porque eu nunca entendi muito bem as competições. No colégio, negociava com o professor de educação física, enquanto todos se divertiam jogando vôlei, eu corria e fazia polichinelos... ninguém me entedia. E hoje também ninguém me entende. Eu até tento torcer (e olha que entendo de futebol!), mas quando aparece um close do jogador oponente que tá perdendo, ou do goleiro que levou um gol eu fico com pena e começo a torcer pelo outro time, seja qual for. Eu amo o Brasil, mas não entendo que a única alegria deva ser o futebol, que as pessoas parem suas vidas e deixem de fazer coisas por si pra torcer. Não quero que o futebol acabe ou que o Brasil perca, quero que não exista só o futebol e que pessoas como eu não sejam crucificadas por não vibrar só por esse Brasil...
Escrito por Cléo De Páris às 14h57
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