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recaída.
 ontem pintei as unhas de azul. mais fraquinho que o da Absoluta. Azul celeste, não colbalto. na praça, o moço me pegou pela mão, sente saudades do Planeta Azul, disse com olhar triste, desmanchando meu sorriso. fugi um pouquinho, no palco escuro e vazio, respirei amor e dor, no camarim só solidão, olhei de soslaio os recortes de revistas, as estrelinhas, os 50 dinheiros que o tempo não leva como um mar revolto. deveria. e os pesadelos continuam. noite passada, não tinha figurino pra fazer a cena do striptease, na outra, faltaram as botas, faltou o texto da desconfiabilidade do mundo. sempre falta alguma coisa. quando um amor se vai, dizer adeus não significa nada.
Escrito por Cléo De Páris às 18h21
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