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Dançando
O Seu Cândido, um senhor muito sábio e humilde, é vidente. Uma amiga falou dele e fomos, há tempos atrás, numa noite chuvosa, fazer uma consulta. Aconteceram coisas incríveis nesse dia, e quando eu falei das minhas angústias e meus problemas, ele sentenciou: - Minha filha, enfrente o demônio dançando!
Escrito por Cléo De Páris às 11h23
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tudo passa nessa vida... né?



Escrito por Cléo De Páris às 15h09
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"Em redor de nós não há armadilhas e laços, nada que nos deva angustiar ou atormentar. Estamos colocados no meio da vida como no elemento que mais nos convém. também, em consequência de uma adaptação milenar, tornamo-nos tão parecidos com ela que, graças a um feliz mimetismo, se permanecermos calados, quase não poderemos ser distinguidos de tudo o que nos rodeia. Não temos motivos pra desconfiar de nosso mundo, pois ele não nos é hostil. Havendo nele espantos, são os nossos; abismos, eles nos pertencem; perigos, devemos procurar amá-los. Se conseguirmos organizar a nossa vida segundo o princípio que aconselha agarrarmo-nos sempre ao difícil, o que nos parece muito estranho agora há de tornar-se o nosso bem mais familiar, mais fiel. Como esquecer os mitos antigos que se encontram no começo de cada povo: os dos dragões que, num momento supremo, se transformam em princesas? Talvez todos os dragões de nossa vida sejam princesas que aguardam apenas o momento de nos ver um dia belos e corajosos. Talvez todo horror em última análise, não passe de um desamparo que implora o nosso auxílio." (Rainer Maria Rilke)
Escrito por Cléo De Páris às 01h19
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"Quase tudo que é grave é difícil, e tudo é grave." (Rainer Maria Rilke)
Escrito por Cléo De Páris às 00h55
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já passou faz tempo e foi tão lindo... mas só agora lembrei de postar
Gran Cabaret Demenzial

O livro "Gran Cabaret Demenzial" (Cosac Naify, 2007), da gaúcha Veronica Stigger, fornece material para a próxima apresentação do projeto "Teatro de Livro", de formato situado entre leitura e montagem - hoje, às 21h, no Espaço dos Satyros - pça. Roosevelt, 124, Centro, São Paulo -- (...) A peça, dirigida por Laerte Késsimos, tem perfume de improviso, portanto, funciona mais como apresentação estilizada da obra de Stigger. No livro, vários contos atravessam o cotidiano de vidas urbanas, histórias que começam de maneira bastante trivial mas que, como lembra Késsimos, vão dando vazão a imagens absurdas, "com um pé no surrealismo". Uma menina que vai passear de carro com o namorado e no percurso tem seu corpo dilacerado por impactos (físicos e psicológicos) dos mais diversos exemplifica a simbologia da autora novata. Ainda desfilam pelo palco personagens que trazem para suas características físicas - são anões, deficientes, magrelos espichados, seres de cabeça grande - deformidades sociais. Um dos contos, sobre um casal que sofre um acidente de carro e, na tentativa de escapar das ferragens vai se machucando ainda mais, é exibido em forma de curta-metragem, com cenas gravadas em um desmanche localizado na rodovia Raposo Tavares. As leituras e encenações utilizam os contos na íntegra. Alguns poemas que também fazem parte do livro foram musicados por Vanessa Bumagny.Narrados nas vozes de todos os atores - entre eles, Alberto Guzik e Ivam Cabral 'junto de outra gaúcha', Cléo De Páris (na foto com Fábio Penna) -, são acompanhados por violão e guitarra. Após a encenação, também haverá coquetel e sessão de autógrafos. >> f o n t e Gustavo Fioratti Folha de S. Paulo 25/6/2007 >> f o t o Leandro Moraes
Escrito por Cléo De Páris às 13h31
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