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sobre o prêmio Sesi!

meus caros amigos,
quero agradecer do fundo do meu coraçãozinho o amor de todos os que votaram e torceram
por mim no prêmio Sesi. foi uma felicidade me ver na lista das finalistas e entender que sou tão querida.
de verdade que não precisava mais do prêmio depois de constatar isso! e foi uma noite bonita e o nosso
querido José Mojica Marins ganhou o prêmio de melhor ator!!! isso foi o máximo. uma pessoa que defende
um personagem a vida inteira, que ficou 40 anos sem filmar e nunca foi esquecido e que sabe fazer cinema.
aliás, o cinema nacional devia voltar mais seus olhos pra essa figura, devia aprender com ele um pouco de
ousadia, de loucura, de risco. porque o nosso cinema precisa de fábula, precisa sair um pouco do cotidiano
e da miséria. precisamos de Tim Burtons e Zés do Caixão!

parabéns Mojica!!!!!

 



Escrito por Cléo De Páris às 19h25
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a música mais linda do mundo nessa semana

Pedaço de Mim

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus



Escrito por Cléo De Páris às 16h03
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sem céu

acordou e viu que era um dia sem céu. mas por ser a vida assim tão esquisita,
não se alarmou. tudo no lugar errado. ela era "igual a sempre". não sabia, mas disseram
e então soube. o céu da boca dele também não aparecia. ela, sem céu, um dia sairia inteira
por aquela porta, com boca de curinga e mágoas no coração. nesse dia, ganhou uma mágoa
nova: lembrar da sua imagem. desde menina sabia que não se deve aceitar certos presentes,
mas desde menina não resistia. ela também ganhou pra sempre a ausência de dois olhos azuis
pra lembrar do mar. mas também sem céu...
ganhou a solidão ouvindo Nina Simone, sem céu. uma rapsódia na escuridão, quase, quase leve.



Escrito por Cléo De Páris às 15h07
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saudades e amor

hoje morreu o Pekim, gatinho do Alberto que o acompanhou por 19 anos e 11 meses.
fiquei imaginando essa dor e até chorei. senti muita saudade do meu gatinho, Maestro, que tá feliz,
lindo e saudável, graças a Deus! mas longe de mim... sonhei a noite toda com ele.
hoje eu poderia ter quantos gatos eu quisesse, 100, 200 gatos lindos, todas as cores, todas
as raças, tudo. "mas o amor, o amor não se encomenda". ele vai ser sempre o meu gato.


Maestro amor meu!



Escrito por Cléo De Páris às 13h08
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quem precisa de prêmio?

essa história de prêmio é bem estranha... porque tudo é relativo demais. não deve ser muito
confortável ganhar um prêmio, mas deve ser bom! primeiro porque o artista precisa de todo tipo
de divulgação do seu trabalho, segundo porque todo artista gosta de saber que gostam do que ele faz.
somos como crianças, gostamos de ganhar um chocolate porque arrumamos o quarto direitinho, mas
como é que se julga quem arrumou mais direitinho se todos se empenharam? não sei, e não sei se
alguém sabe.
a única vez que ganhei um prêmio, foi com um certo desrespeito ... ninguém me avisou que eu tinha
sido indicada e quando pedi convite pra premiação, disseram que a equipe recebeu poucos e não tinha pra
mim. eu era a protagonista de um curta em 16mm e o festival era o de Gramado. então a premiação era ao vivo,
bem tarde. vesti meu pijama desbotado, escovei os dentes e fiquei assistindo na cama, quando ouço o Marcos Breda
anunciar: e o prêmo de melhor atriz em curtas e médias 16 mm vai para Cléo De Páris! nem acreditei direito, até que
amigos começaram a me ligar e um deles foi em casa me buscar para irmos até Gramado. "quero ver se agora eles
não te deixam entrar", ele falou. eles me deixaram entrar e tiraram um monte de fotos comigo e com meu kikito dourado,
que agora fica na  penteadeira acumulando pó. mas eu fiquei feliz, não me atrevo a negar.
agora estou concorrendo ao prêmio Sesi pelo filme Encarnação do Demônio. já estava concorrendo no Sesc. mandei emails
para os amigos e postei aqui, mas sem saber se realmente mereço. quando ganhei la em Gramado, acho que não era um
trabalho tão legal, pensei na época que tinha sido falta de opção. agora, opções não faltam, basta olhar com atenção a
lista de indicadas. e agora eu também acho que fiz um trabalho bacana, mas nada que seja incrível. porque tem isso também.
eu gostaria de ser indicada e de ganhar um prêmio por "A Noiva", telefilme que fiz com Os Satyros pra TV Cultura. eis um
trabalho do qual me orgulho sem pestanejar. mas não é assim. não é na hora do jeito que a gente quer. 
a verdade é que tenho dois motivos bem grandes pra me orgulhar nessa história toda de prêmios: o primeiro foi
"Liz" ter ganho um prêmio em Cuba, dos melhores espetáculos do ano! e o segundo é o carinho e empenho dos meus
amigos nesse prêmio do Sesi. se eu contasse as pessoas que me escrevem dizendo que votaram em mim...
o Ivam fez um post lindo no seu blog, e já tá cheio de comentários fofos; o Alberto declarou seu voto a mim em seu
blog; o Peu Ramos fez também um post; meu amigo e jornalista Léo Santana mandou uma notinha pro Jornal Zero Hora,
de Porto Alegre e o Roger Lerina publicou; o Rui Germano, meu adorado amigo português postou em seu blog e um monte
de gente votou em mim lá em Portugal!!! isso só pra contar um pouco. e assim, soube que estou entre as 3 finalistas!
sabem por que? porque tenho um milhão de amigos e... diante de tudo isso, quem precisa de prêmio?!!!



Escrito por Cléo De Páris às 15h06
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