estreia amanhã na tv cultura
NO PORTAL ONNE/CESAR GIOBBI: OS SATYROS NA CULTURA
 Haroldo Ferrari como Esperantino, protagonista da minissérie em quatro capítulos Além do Horizonte
A nova minissérie Além do Horizonte, do programa Direções, da TV Cultura, tem na direção Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral nos créditos do roteiro da obra. Ambos são os fundadores e mentores do grupo teatral Os Satyros, com sede na Praça Roosevelt, centro de São Paulo. No elenco do programa, que tem estreia marcada para este domingo (dia 10), às 22h, estão Bárbara Bruno e estrelas da companhia Os Satyros, como Cléo De Páris, Phedra de Córdoba, Fábio Penna, Haroldo Ferrari, Lavínia Pannunzio, Beto Bellini, Irene Stefânia, Silvanah Santos, Brígida Menegatti, Germano Pereira, Gustavo Ferreira, Julia Brobow, Danilo Grangheia, Andressa Cabral, Bete Dorgam, entre outros. Com quatro capítulos, a série narra a história de uma cidade provinciana chamada Pérola do Norte, que está prestes a passar por uma destruição maciça. Tudo começa quando Esperantino, fruto do amor entre uma prostituta chamada Recoletta e o padre local, volta para sua cidade natal. Diz a lenda de Pérola do Norte que seus pais, o padre e a prostituta, foram pegos fazendo sexo no altar-mor da igreja em plena luz do dia. Na época, o acontecido causou revolta na sociedade e o casal foi apedrejado em praça pública.
Escrito por Cléo De Páris às 16h01
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NO ESTADÃO DE HOJE
Satyros encenam Liz fora de casa
Espetáculo estreou em Cuba, onde foi premiado, e agora inicia carreira no Sesc e não na sede do grupo na Roosevelt Beth Néspoli
Toda a ação da peça Liz, do cubano Reinaldo Montero, se passa na Inglaterra de Elizabeth I (1533- 1603), soberana que enfrentou fortes pressões externas e internas para se manter no poder, perseguiu e matou rivais, mas foi também estadista de grande envergadura e transformou a Inglaterra numa nação potente. Não deixou sucessores e a dinastia dos Tudor acabou com ela.
Numa mistura bem urdida de ficção e realidade, essa rainha, seus conselheiros, cortesãos e os artistas de sua época são personagens dessa peça que estreia hoje no Sesc da Avenida Paulista na encenação do grupo Satyros.
Além da soberana, a Liz do título, vivida por Cléo De Páris, estão em cena o poeta Christopher Marlowe (Ivam Cabral), Shakespeare (Tiago Leal), o conselheiro Burghley (Fábio Penna) e sir Walter Raleigh (Germano Pereira), um explorador que viajou pelas Américas, entre outros personagens históricos. Há ainda uma dupla importante: homem definido pelo autor como assassino humanista (Alberto Guzik) e outro, o "assassino e só" (Chico Ribas). E dois narradores onipresentes interpretados por Silvanah Santos e Phedra D. Córdoba.
"Deus onisciente, tens certeza de que os justos herdarão teu reino?", pergunta Marlowe num trecho da peça, cujo autor claramente lança mão do recurso de voltar no tempo para retratar inquietações e questões de Cuba nos dias de hoje. Se todo o sentido da peça girasse em torno da ilha de Fidel ainda assim teria interesse, porém restrito. "As possibilidades de leitura vão muito além", garante o diretor Rodolfo Garcia Vásquez. "O autor parte de pesquisa histórica para criar um panorama bastante abrangente da relação entre artista e poder."
Ele conta que, de início, o texto pareceu difícil pela presença dos personagens históricos. "Na primeira leitura, tudo soava distante por conta das referências históricas, todas inglesas, mas aos poucos começamos, nós todos dos Satyros, a nos ver em cada linha." Vásquez assina a direção da montagem que estreou em Cuba, ano passado, e lá recebeu o prêmio de melhor espetáculo de 2008.
Embora toda a ação se passe na Inglaterra e boa parte dela no palácio, cenografia e figurinos coloridos, quase tudo feito em retalhos, remetem à simplicidade colorida das festas populares. Na mesma linha, seguem as interpretações, em tom coloquial, sem pompa. "Somos um grupo de teatro brasileiro falando desse conflito entre artista e poder público, que padece das precariedades dessa relação. Optamos por uma atmosfera de salsa para falar disso.
Não por acaso, os Satyros, protagonistas na chamada revitalização da Praça Roosevelt, estreiam fora de sua casa. Essa praça, já considerada uma das zonas mais perigosas da cidade, revalorizou-se a partir do movimento de espectadores em torno dos pequenos teatros ali instalados. Mas o reconhecimento da participação dos Satyros nesse movimento parece não trazer benefícios. "Estamos sem qualquer patrocínio, público ou privado, há mais de um ano", diz Vázquez. Na peça existe a Escola da Noite, um ?antro? onde os poetas são ateus e, portanto, subversivos, uma vez que o poder da rainha é divino. Qualquer semelhança...
Serviço Liz. 80 min. 14 anos. Sesc Avenida Paulista. Espaço 3º andar (50 lug.). Avenida Paulista, 119, tel. 3179-3700. 6.ª a dom., às 21h30. R$ 20. Até 31/5
Fonte: O Estado de S. Paulo, 9 de maio de 2009.
Escrito por Cléo De Páris às 14h46
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NA FOLHA: Os Satyros levam Elizabeth 1ª a peça "hippie-psicodélica"
Rainha da Inglaterra é protagonista de "Liz", que o grupo paulistano estreia hoje, em comemoração a seus 20 anos
Tom sombrio de texto do cubano Reinaldo Montero se contrapõe a colorido dos figurinos; "É um comentário irônico", afirma o diretor
LUCAS NEVES DA REPORTAGEM LOCAL
A solitária rainha rege com mão de ferro uma ilha em que não falta quem a veja como uma bastarda não digna de poder -mas onde também sobram galanteadores ávidos por um assento no trono. A certa altura, é informada da existência de uma confraria, a Escola da Noite, em que se profana Deus. A reação de Elizabeth 1ª ao episódio é o estopim de "Liz", peça que faz parte da comemoração de 20 anos do grupo Os Satyros e que estreia hoje. | Lenise Pinheiro/Folha Imagem |  | Atores Fábio Penna e Cléo De Páris (à dir.) em cena de "Liz", do grupo teatral Satyros |
No texto do cubano Reinaldo Montero, personagens históricos como Maria Stuart (a arquirrival de Elizabeth), Catarina Parr (última mulher de Henrique 8º, pai da rainha) e o rei espanhol Felipe 2º (pretendente de Elizabeth) visitam os aposentos reais em lembranças de Sua Majestade. Enquanto isso, ela decide o que fazer com os hereges do antro recém-descoberto -do qual participa o escritor Christopher Marlowe.
Para o diretor, Rodolfo García Vázquez, 47, a rainha é em muitos momentos "vítima do próprio poder, sofre uma série de pressões diante das quais não resta opção além de tomar certas atitudes". Por isso, diz, "ela não é exatamente autoritária". A humanização da rainha da ilha britânica não é uma defesa indireta de um certo "rei" de Cuba, ilha natal do autor?
"Acho que não. Porque ele também a coloca fazendo opções vis, para se manter no poder. O texto é interessante por isso: não se diz a favor ou contra Fidel [Castro]", julga o diretor. Em cena, ele faz "uma grande aventura estética hippie-psicodélica", com um figurino de calças boca-de-sino, estampas floridas, franjas e veludos. "É um comentário irônico. O que se vê é uma peça extremamente sombria, em que os jogos de poder são fatais. É o fim de um governo, de uma ilha, o começo de algo que não se sabe o que vai ser. Mas tudo envolto em uma capa otimista", diz Vázquez. LIZ Quando: estreia hoje, às 21h30; sex. a dom., às 21h30; até 31/5 Onde: no Sesc Avenida Paulista (av. Paulista, 119, tel. 0/xx/11/3179-3700) Quanto: de R$ 5 a R$ 20 Classificação: não indicado a menores de 14 anos
Fonte: Folha de S. Paulo, 8 de maio de 2009.
Escrito por Cléo De Páris às 15h17
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HOJE!


Escrito por Cléo De Páris às 12h53
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estreia 08 de maio. sesc paulista.

Escrito por Cléo De Páris às 13h52
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