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das coisas que não consigo entender...

- por que os kamikazes usam capacete?
- Por que os Flinstones comemoravam o Natal se eles viviam antes de Cristo?
- Por que a laranja se chama laranja e o limão não se chama verde?
- Por que as lojas abertas 24 horas possuem fechaduras?
- Como foi que a placa “É proibido pisar na grama” foi colocada lá?
- Por que no filme “O Planeta dos Macacos” o astronauta não desconfia em que planeta está,
se todos os macacos falam inglês?
- Por que todas as pessoas querem ver os espetáculos só na estréia e no último dia?
inclusive estou pensando numa tática ótima: fazer as estréias e os últimos dias em teatros
de 2.000 lugares e a temporada em teatros de 40, 50 lugares.)
- por que no sesc fica uma mulherzinha de uniforme sentada ao lado da porta durante toda a peça
pra nada? outro dia a mesa de luz pifou e a mulherzinha lá absorta em seus pensamentos... outro
dia, um público entrou e chutou a taça de água que eu uso e a mulherzinha lá absorta em seus
pensamentos... um amigo que estava na platéia foi falar com ela, que tinham chutado e tal, ela então
arrumou um paninho, secou o chão e colocou a taça no lugar. não deve ter cogitado que a água era
importante na peça. claro, pois estava lá lá absorta em seus pensamentos...
será que quando essa mulherzinha pedir demissão ou morrer, o sesc vai por um anúncio: vaga para
mulherzinha que fica sentada na platéia toda sessão lá absorta em seus pensamentos?



Escrito por Cléo De Páris às 19h48
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MEUS FIÉIS CAVALEIROS

sexta-feira, mais um espetáculo de Liz. quase o último. bom o quanto poderia, ruim
o quanto poderia, normal, enfim. na minha cabeça, um pouco de desilusão, um pouco de
sonhos desperdiçados. mas enfim. assim tem sido a tal vida.
porém... a noite foi salva. magnificamente salva! pela mágica presença de Haroldo Costa
Ferrari e Natália Rodrigues. o Haroldo fez a peça em Cuba, foi um dos atores mais lindos,
talentosos e generosos de que tenho lembrança. eu trabalharia com ele pro resto da minha
vida, sem pestanejar. ele foi o Raleigh, "meu fiel cavaleiro", e o que se pode esperar de um fiel
cavaleiro? nada além do que vi hoje: seu olhar apaixonado, seu sorriso de menino enebriado
na platéia torcendo por nós, vibrando, amando com vontade. Hoje, Germano Pereira é meu
fiel cavaleiro, com toda nobreza que lhe cabe e que conquistou, assim como Haroldo. uma rainha
feliz sou eu com dois lindos fiéis cavaleiros. e com Natália, doce menina que sabe ver. nem todos
sabem, nem todos sentem, nem todos podem ser de verdade. tenho, mesmo que ninguém ou bem
poucos saibam, fiéis cavaleiros. meu amor hoje para Haroldo, Natália e Germano! e que a vida
possa ser vivida. com verdade. amém.
uma rainha cheia de fiéis cavaleiros não se acha fácil assim.


Liz e Raleigh - Cléo e Haroldo


Liz e Raleigh - Cléo e Germano



Escrito por Cléo De Páris às 04h31
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a música mais linda do mundo nessa semana

Alvorada

Cartola

Composição: Cartola / Carlos Cachaça / Hermínio Bello de Carvalho

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
( a alvorada )
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.



Escrito por Cléo De Páris às 14h36
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Daniel

meu irmão passou uns dias aqui. há dois anos não vinha me visitar. mas claro que eu
fui algumas vezes nesse tempo. no domingo, ele foi assistir "Liz" e eu fiz o espetáculo mais
lindo da minha vida. pra ele, a pessoa que mais amo no mundo.
ficamos horas e horas juntos, fizemos compras, conversamos, fizemos comida, rimos, ficamos
em silêncio. eu aproveitei pra olhar muito nos olhos dele. pra ver a dor que ele sente e pra ver
o meu amor refletido naqueles doces olhos verdes que derramam generosidade.
aproveitei pra virar criança, pra ficar mimada e boba, pra ser compreendida e pra me abandonar,
porque tinha mãos, pensamentos e aflições dispostos a me fazer feliz.
o meu irmão foi pra casa agora a pouco. fiquei na rua com ele esperando o ônibus que vai ao aeroporto,
demorou meia hora. um vento gelado e um silêncio de abismo nos fizeram companhia. e algumas
palavras que não podem dizer tudo o que sentimos. se cuida. vai com Deus. vou rezar e torcer por você
sempre. eu te amo mais do que tudo. se precisar, me liga a qualquer hora. estou sempre aqui pra você...
daí ele entrou no ônibus, olhar de sono perdido em mim. e daí faltou gritar:
Dã! você é minha aleluia!!!!!!!!!!



Escrito por Cléo De Páris às 13h17
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aniversário da Diva Automática!

hoje é um dia muito especial, aniversário de Phedra D. Córdoba!!!
daqui a pouco vamos comemorar e reverenciar nossa amiga, companheira e diva!
beijos e aplausos pra você, Phedrinha!!!!!!!!!!!


essa foto é do Rui Germano. adoro!



Escrito por Cléo De Páris às 20h18
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outro dia no Estadão, uma crítica que finalmente me interessa.


Liz, metáfora sobre arte e opressão

A nova e audaciosa montagem do grupo, marcada pela energia e inquietação, navega entre circo, paródia
e certa provocação

Crítica Jefferson Del Rios

Em uma foto de 1976, Fidel Castro, imponente aos 50 anos, segura nos braços o filho de Pierre
Trudeau, então primeiro-ministro do Canadá, país que não aderiu ao embargo a Cuba imposto pelos
EUA. Hoje sabemos como ele está depois de mais de 40 anos de poder. A rainha Elizabeth I da
Inglaterra (1533-1603) governou por exatos 45 anos. Fidel derrubou o governo corrupto e violento
de Fulgêncio Batista, Elizabeth abriu o país para o comércio internacional e o transformou em uma
potência (a Bolsa de Londres opera desde 1506). Em linhas gerais, pode-se dizer que ambos se
aproximam na obstinação quase mística pelo poder ao se verem como garantidores da existência
nacional. O reverso desta imagem portentosa é o exercício da violência e a solidão. Nesse fio de
história e espada transita a peça Liz, do cubano Reinaldo Montero, encenada por Rodolfo Garcia
Vázquez com Os Satyros.

Assista à entrevista com Ivam Cabral e Rodolfo Garcia Vázquez sobre os 20 anos dos Satyros

É mais uma das audaciosas criações do grupo que completa 20 anos com energia e inquietação,
qualidades maiores que os possíveis enganos cometidos. O teatro poder errar porque mobilidade
e risco são da sua natureza; o palco não mata ninguém. Já trono e as revoluções (sobretudo quando
envelhecem) oprimem e matam por certezas salvacionistas e a presunção de serem insubstituíveis.
Elizabeth teve grandezas e crueldades. Foi a soberana de uma ilha como Cuba, e Montero sublinha
essa similaridade no enredo que trata da proximidade do artista com o poder. O texto prolixo acumula
fatos históricos em sequência acelerada que não se apreende de imediato (as relações entre Inglaterra
e Espanha no século 16, as sangrentas questões político-religiosas entre os católicos e protestantes dos
dois países e entre a Inglaterra e a Escócia governada por Mary Stuart, prima de Elizabeth).

Entre beneficiários e vítimas desses embates estão Walter Raleigh, o predileto da rainha, mistura de
empreendedor e oportunista, e o dramaturgo Christopher Marlowe, que integrou a rede de espionagem
real sendo morto de forma nebulosa. Há várias possibilidades de aproximação desses fatos à história mais
recente. No Brasil, estranhou-se a amizade do poeta Manuel Bandeira com o general Castelo Branco e de
Nelson Rodrigues com o general Médici. Em Cuba, há casos parecidos e opostos, como o do romancista
Miguel Barnet, benquisto pelo regime, e o doloroso exílio de Guillermo Cabrera Infante, que morreu na
Londres de Elizabeth, longe da sua terra, que é o cerne de sua grande obra. Fidel não pôde ou não quis
ter um gesto de concórdia em relação ao ex-companheiro, o autor de Três Tristes Tigres, Havana para
um Infante Defunto e Mea Cuba. O mesmo sedutor Fidel da foto com uma criança. É perigoso ao artista
se deixar levar por tais seduções (Marlowe), como é conveniente aos ávidos de poder (Raleigh).

É por aí que vai a alegoria de Liz com cenas de impacto, outras vagas. O espetáculo navega
entre o circo, a paródia e certa provocação. Pela primeira vez, salvo engano, cenários e
figurinos atrapalham Os Satyros. A saturação de cores e panos sob uma iluminação precária
dá a impressão de mau acabamento. Não chega a ser patchwork inglês nem tem as magníficas
cores e formas barrocas do pintor cubano René Portocarrero.
Se deixados de lado os envelhecidos gestos sexuais "transgressivos", a representação é vibrante.
Cléo de Páris (Elizabeth) tem beleza e ímpeto. Cresce nos momentos de alta tensão enquanto
deixa escapar a nuance nos momentos coloquiais Ela ainda precisa domar os momentos de voz
incolor. Mas Cléo é um temperamento dramaticamente forte, aqui em parceria com a presença
cênica irônica e audaciosa de Germano Pereira (Raleigh). Ivam Cabral, ator símbolo do grupo,
desta vez cede espaço aos colegas, mas sempre se impõe. Há elegância e força em Brigita
Menegatti (Mary Stuart), simpatia na versatilidade de Fabio Penna. Enfim, elenco nunca foi
problema para Os Satyros, agora em uma produção exterior à sua sede na Praça Roosevelt,
o que é um passo adiante na sua aventura de duas décadas. Se nada é muito claro em Liz,
isso pode ser, não por acaso, o reflexo da Inglaterra de antes e da Cuba de agora.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 22 de maio de 2009.



Escrito por Cléo De Páris às 02h17
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do blog da Isabella

eu ia contar essa história, mas quando vi tão linda no blog da Isabella...
achei que era melhor "roubar" de lá. o link do blog dela tá aí ao lado e
é uma menina incrível!

Sábado, 23 de Maio de 2009

Dois incidentes

Hoje fui assistir novamente à belíssima montagem d'Os Satyros, Liz.
E, incrível, deu pane na iluminação! Na hora me arrependi de ter ido:
não estou dando muita sorte para o grupo. Já relatei aqui que a
energia falhou no dia em que fui ver a peça do Guzik, Monólogo da
velha apresentadora
, no Espaço dos Satyros Um.

Só que hoje o problema foi mais sério. Não foi um simples apagão e
ninguém sabia o que tinha, de fato, ocorrido. Fora que não dava pra
Liz continuar seu texto lá no palco (ou improvisar, como fez a velha),
iluminada por um canhão e rezando para que a luz voltasse.

No fim, tudo deu certo. Ivam, querido Ivam, contou para a plateia do
problema,
disse que estavam procurando uma solução e encontraram. Ufa. Adorei rever
a peça. Ivam ótimo, Penna arrasando e ainda ter o prazer de ver de pertinho a linda
(lindíssima) e musa de voz, talento, nariz, cabelos loiros e olhos azuis, Cléo de Páris.
Tão talentosa! E um encanto. Como pode ser tão doce?

Acabou que não dei um abracinho em nenhum deles. Mas voltei feliz porque gosto muito
do que fazem.


Escrito por Cléo De Páris às 11h44
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a música mais linda do mundo nessa semana

O Que Tinha De Ser

Elis Regina

Composição: A.C Jobim/A. Oliveira

Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser



Escrito por Cléo De Páris às 11h41
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