Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 PUERIL - TODOS OS ARQUIVOS
 BOL - E-mail grátis
 UOL - O melhor conteúdo
 Ivam Cabral
 Laerte Késsimos
 Audrey Furlanetto
  Ivana Arruda Leite
 Rodolfo García Vazquez
 Os Satyros
 Roberto Moreno
 Alberto Guzik
 Mário Bortolotto
 Fernanda D'Umbra
 Madame Voilà
 Sergio Roveri
 Márcia Carvalhaes
 Carol
 Erika Riedel
 Rui Germano
 Phedra D. Córdoba
 Teatro Para Alguem
 Maria Clara
 Jarbas Capusso Filho
 Chacal
 César Ribeiro
 Ana Rüsche
 http://www.ydeal.com.br/
 Diniz
 Paulo Vereda
 Marcelo Ariel
 Dyl Pires
 Revista Bacante
 adote um gatinho
 Ruy Filho
 Santiago Nazarian
 Fransérgio Araújo
 Carolina Angrisani
 Tom Zé
 Sérgio Sálvia Coelho
 Cacilda
 Peu Ramos
 Isabella
 Otávio Martins
 Blog dos Parlapatões
 Liniers
 Domingos Oliveira
 Kity
 Martha Nowill
 Caderno Teatral
 Mário Viana
 Viva Mulher
 Hipopótamo Zeno
 Pensando pra Esquerda
 Átila Oliveira




Pueril
 


desamparo VI

ou

bem volúpia de primavera triste

a menina com os pés machucados olhava o horizonte de si...
olhava de cabeça pra baixo e com alguma paixão. querendo, via pétalas
gigantes e engolia o desespero. a dor da menina olha junto com seus olhos,
quer jogar fora tudo que não lhe convém. mas divaga. já foi quando ainda não
tinha ido. pra fugir do medo, melhor ir ou ficar?
era bem volúpia de primavera triste...
sim, porque o escuro desequilibra as gengivas machucadas de tanto mastigar a dor.
de pijama ouvindo sirenes ao longe, uma chuva desbotada dentro de sua cabeça,
ela não sabia mais onde colocar a esperança.
pensava assim olhando o céu claro demais: tem dias que a vida nos parte o coração.
noutros, não faz nada. era bom aqueles dias em que a vida não fazia nada. o silêncio
de deixar seu coração só bater.
passou outra vez em frente à loja de chapéus, o senhor velhinho e elegante sempre a
olhava do mesmo jeito. ela sabia, ele gostaria tanto que usasse seus chapéus! ele tinha
um olhar que pedia, mas ela tinha um olhar que não queria mais nada. um olhar que não
queria girassóis, nem nuvens, nem balés. nem mesmo caleidoscópios. ela podia entrar num
quadro de Renoir e não sair nunca mais. pra tristeza do velhinho elegante da loja, ficaria lá
bem colocada sem chapéu com um olhar de quem não queria mais nada, com um olhar de
quem não sabia mais onde colocar a esperança.



Escrito por Cléo De Páris às 10h52
[] [envie esta mensagem
] []





a música mais linda do mundo na semana passada

Estrela, Estrela

Vitor Ramil

Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer

Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se é

No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos

E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs

Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão

Eu canto e sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção



Escrito por Cléo De Páris às 15h56
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]