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Desamparo XXXIV

uma menina chora sozinha num canto do mundo. seus joelhos doem.
pássaros não cantam à noite. toda dor tem um desenho.
o rímel que não alonga os cílios, escorre. o rímel despedaça o que não
viveu. ela só queria dançar. sozinha mesmo, mas sem joelhos que doem.
exausta, já viveu tanto hoje, viveu hoje por uma vida mesmo, pensava no
trem. se fosse atropelada atravessando a rua e perdesse a memória, não
faria falta. ela não faria falta à sua memória. era tudo meio gasto. podia enfim
desabar. se perdesse a memória hoje às 5h27, ele iria embora junto. e o rímel
caro que nem sequer alonga os cílios, iria também. os pássaros todos, a banheira
nova com luzes de todas as cores, os 3 vestidos novos bem brejeiros! a música que
ouvira 8 vezes na tarde, derretendo. o remédio pra rinite, o remédio pra afta, o remédio
pra dormir. sem memória, ia dormir. os pesadelos iriam embora, os pensamentos todos.
e ela iria dormiiiiiiiiiiiiiir. a memória da beleza, jogada enfim no vazio. cada nada em
seu lugar. tantos esmaltes... tantas incertezas... tantos adeuses... tudo pra um lugar
onde ela não mais estaria. ela estaria no colo da liberdade, recém nascida, talvez até
pudesse conhecer o mar de novo! sorriu engolindo rímel caro que nem sequer alonga
os cílios, salgado.

pensou que sim, iria esquecer tudo. mesmo sem a cena rodrigueana.

o gosto da sopa de pacote, o gosto da comida do bistrozinho...
fernando pessoa, as difamações, o Maestro, as rainhas, a janela, a infâmia.
a cor do céu, todas as músicas da nara leão, as caixinhas de música, a
alergia. a velhice. encaixotaria tudo. as palvras escolhidas, os chapéus
que já não sabia mesmo onde estavam, o calor, o telegrama urgente do sonho:
"amo sua felicidade". a casa nova que não servia pra nada, os recortes
de jornais, os braços longilíneos, as pálpebras lascivas, o cansaço, a ribalta.
imaginou que teria direito a escolher 3 coisas, 3 pedidos, era lógico.
- pitangas
- cheiro de jasmim
- o irmão
assim, sonhando com o nada, engoliu o último lexotan de que teria notícia.
lembrou do sorriso dele, os dentes que gostava de ficar olhando de perto
enquanto ele falava que gostaria de ter a vida dela nas mãos, pra cuidar
como nunca ninguém fez. lembrou com força e com tempo: o barulho do
mar, as 900 páginas de suspiros. enquanto o lexotan cor de rosa se amalgamava
com suas entranhas, teria ainda alguns minutos. ia lembrar da paz que ele
tinha na palma das mãos pra fazer ela amanhecer.

 

 



Escrito por Cléo De Páris às 01h18
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A música mais linda do mundo nessa semana

Cazuza

Composição: Cazuza / João Rebouças / Rogério Meanda

 

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa



Escrito por Cléo De Páris às 11h40
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Satyrianas

Hoje acaba. mais uma festa pra ficar na história e no nosso coração.


Cansei de Tomar Fanta


Liz

 



Escrito por Cléo De Páris às 13h44
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