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Desamparo XXXV

 

Tinha os dias cansados da tentativa de desabrochar.
o mar de um lado, a praia de outro. no meio, ela. o lamento. as questões.
como se fosse fácil (porque poderia ser), esnobou um passo de dança.
impressionou o pensamento. descortinou o instante.
era inteira, era incerta e era deslizes. era também espaços e dilaceramentos.
ouviu e com atenção de criança: você é difícil de esquecer. ouviu e com atenção
de criança: difícil deve ser carregar olhos azuis. ouviu e com atenção de criança:
você já pode voar.

(não é assim que se espera! se espera com a sala limpa e perfumada
mesmo quem chega com as botas sujas; se espera com um banquete
mesmo quem está empanturrado. a espera deveria ser sublime, a espera
seria quase um não esperar, um não pensar, um não querer antecipar.
espera é bebê recém-nascido. mas parece que não foi, não foi assim
que ele esperou. parece que nem ela.)

acordou para construir a casa. tantos telhados já tinha, colocados em vão.
no vazio. porque a ilusão não tem paredes... riu. e riu de seu riso doce
amansando a amargura. riu. tinha então as proibições. e tinha a liberdade
de destruir. a vida é brinquedo que nasce com a gente. a vida é brinquedo
mágico que nasce com a gente. seria preciso mesmo deslizar. desligar.
desentender. desestabelecer. trapézio! tobogã! redemoinho!
FIR-MA-MEN-TO!
o acaso mandou notícias: as fugas são todas possíveis, os desejos também.
respondeu ao acaso: vou por mar.



Escrito por Cléo De Páris às 15h29
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Poesia de Marcelo Ariel, que adoro

DESINTEGRAÇÃO- MORTE

Daqui brota a
linguagem
do outro lado
o pensamento vem
como num baile
os dois dançam
o baile acaba
ser e linguagem cessam
o pensamento
vê a porta aberta
e flutua até
um abstrato quando.



Escrito por Cléo De Páris às 14h00
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